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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Soldado Universal 3: Regeneração

Eu sempre gostei de Soldado Universal, mas as continuações acabaram me deixando perdido, algumas eram com Jean-Claude Van Damme (astro do primeiro filme), enquanto outras colocavam outros atores no papel de Luc Deveraux. Mas quando li que sairia um novo filme da série com participação de Van Damme e Dolph Lundgren, fui obrigado a assistir.

A história mostra um grupo de terroristas chechenos que raptam os filhos do presidente e tomam a usina nuclear de Chernobyl, ameaçando desencadear uma nuvem radioativa se as exigências deles não forem atendidas. Para ajudar nos seus objetivos, os terroristas utilizam uma nova geração de Soldados Universais, dessa vez clones de soldados mortos em combate, em vez dos próprios soldados mortos. E quem nunca assistiu a algum outro filme da série não precisa se preocupar, tudo que é necessário para entender esta continuação é explicado por alguém no filme. Mas, sinceramente, a história aqui é o de menos, o que importa mesmo é a ação e a pancadaria.

O filme já abre com uma cena de perseguição alucinante, com carros batendo e a polícia e os terroristas trocando vários tiros. Mas a coisa fica boa mesmo quando os soldados universais aparecem, as cenas de pancadaria entre eles são sensacionais. Nada de cortes rápidos onde você não consegue ver nada, pelo contrário, algumas vezes chega a parecer que as porradas são reais. Chama atenção também a cena em que Luc Deveraux (Van Damme) invade um prédio em Chernobyl, toda filmada sem cortes enquanto ele vai se esgueirando pelos cantos e matando quem aparece pela frente. É tudo muito bem coreografado e sangrento, chega até a espirrar um pouco de sangue na câmera.

Enfim, Soldado Universal 3 não é um filme revolucionário, nem uma mega produção (tanto que saiu direto em DVD), mas é ideal para aqueles que sentem saudades das produções de ação das décadas de 80 e 90, principalmente no que diz respeito à violência. Vale a pena assistir em uma tarde de sábado sem nada pra fazer.


PS: Agora espero ansioso a estreia de Os Mercenários. Esse sim promete ser O filme de ação.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Atividade Paranormal

Em 1999, o filme A Bruxa de Blair conquistou fãs no mundo inteiro com seu jeito novo de fazer terror: câmera nas mãos dos atores e uma historinha pra boi dormir, que dizia que tudo que aparecia na tela tinha acontecido de verdade. Quanto mais gente assistia o filme, mais gente acreditava que era tudo verdade e assim, uma produção que custou apenas 35 mil dólares arrecadou milhões em bilheteria. O tempo passou, todos perceberam que nada daquilo era real e tudo voltou ao normal. Até que, em 2009, apareceram outros dois filmes nesses moldes: o bom REC e o detestável Atividade Paranormal.

Logo no começo do filme é utilizada a mesma estratégia que foi usada no filme da bruxa, com uma mensagem dizendo que todas aquelas imagens são reais, além de um agradecimento à polícia e às famílas das vítimas por cederem as imagens. Sem contar que aqui também os personagens têm os mesmos nomes dos atores. Será que os produtores acharam que alguém realmente iria cair nessa? Mas mesmo que alguém acreditasse, tudo cai por terra quando o filme começa.

O personagem Micah compra uma câmera para tentar registrar qualquer coisa estranha na casa, já que a esposa dele, Katie, tem sentido coisas estranhas acontecendo de noite. O problema é que o filme ficaria muito chato se mostrasse apenas cenas do quarto do casal de noite (local onde ocorrem as atividades paranormais), então Micah simplesmente não para de gravar. Em Bruxa de Blair, os personagens gravavam o tempo todo pois tinham a desculpa de estar fazendo um documentário, mas em Atividade Paranormal a primeira coisa que o casal faz quando acorda é pegar a câmera. O pior são as cenas em que Micah vai mostrar alguma gravação para Katie, ele simplesmente fica filmando a tela do computador. Isso, além de deixar o filme ainda mais inverossímel, o deixa também repetitivo, uma vez que o público já tinha visto essas imagens que Micah está mostrando para a esposa.

E, como não existe nada tão ruim que não possa piorar, até a edição do filme é ruim. Em certo momento, Katie está gritando e Micah corre para socorrê-la (sempre com a câmera na mão), aí a cena sofre cortes rápidos para não mostrar todo o caminho que o protagonista faz da sala até o quarto, mas o som de Katie gritando é contínuo. Como os produtores esperam que a gente acredite que aquelas imagens são reais fazendo coisas desse tipo? E aquele trailer que mostrava pessoas assistindo o filme e levando vários sustos é pura mentira, na verdade chega a dar sono já que não acontece praticamente nada de interessante, com exceção de uma cena ou outra. Pra não dizer que o filme não tem nada de bom, até que Atividade Paranormal serve pra dar umas risadas com algumas forçadas de barra. É impressionante como os personagens, por mais assustados que estejam, fazem de tudo antes de acender as luzes, provavelmente para deixar a platéia com mais "medo".

Para os fãs de Bruxa de Blair, que estejam procurando um bom filme com câmera na mão, esqueçam Atividade Paranormal. Procurem por REC, que é muito mais divertido, despretensioso e rende alguns bons sustos.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Avatar

Desde que foi anunciado, Avatar provocou um alvoroço na indústria do cinema, afinal, o diretor James Cameron passou 10 anos desenvolvendo a tecnologia necessária para contar a história, gastando mais de 400 milhões de dólares no processo. Isso sem contar que seria o primeiro filme de ficção de Cameron desde o mega sucesso de bilheteria Titanic. E o resultado disso tudo é embasbacante, pelo menos no que se refere ao visual do filme. Infelizmente, a história não é lá grande coisa, qualquer pessoa que assiste muitos filmes já sabia o final de Avatar só de ver os trailers.

Tudo começa quando o soldado Jake Sully (Sam Worthington) chega ao planeta Pandora e acaba recebendo a missão de s
e infiltrar entre os Na'Vi, a raça inteligente do planeta, que lembram os indígenas da Terra. Jake tem que ganhar a confiança deles para que os humanos consigam explorar a região onde as criaturas vivem e extrair o unobtainium, uma substância extremamente valiosa. Daí pra frente já é tudo previsível, você sabe que o soldado humano vai acabar se apegando à cultura local e lutando ao lado deles. o que faz o ingresso valer a pena mesmo são os efeitos especiais e o mundo criado por James Cameron.

Pandora é basicamente um planeta flores
ta, não existem estruturas tecnológicas, e é impressionante como, apesar da aparência alienígena, todo aquele ecossistema parece realmente existir. Quando algum humano interage com o local, você nem lembra que na verdade o ator está atuando em um fundo verde, tamanha é a perfeição dos cenários. Mas é quando os Na'Vi aparecem na tela que percebemos que os 10 anos que Cameron passou desenvolvendo suas tecnologias valeram a pena. A tecnologia de captura de movimentos e das feições dos atores é de cair o queixo. Mesmo com três metros de altura, braços longos e pele azul, é possível reconhecer cada ator que emprestou seu rosto para ps Na'Vi ou para os avatares. A movimentação das criaturas é muito natural, não dá aquela sensação de estar vendo um boneco em movimento na tela. Quando um Na'Vi encontra com um humano então, temos a certeza de que essa raça de seres azuis realmente existe.


A preocupação de Cameron em querer mostrar o mundo que ele criou fica clara no modo como a história se desenvolve. Com mais de duas horas e meia de duração, Avatar tem um ritmo lento, não apenas para desenvolver os personagens e suas motivações, mas principalmente para mostrar toda a beleza de Pandora. O problema desse ritmo lento é que algumas partes se mostraram realmente chatas, eu quase dormi quando começou toda aquela cantoria psicodélica dos Na'Vi. Quem for ao cinema esperando um filme de ação ininterrupta, pode esquecer. A maior parte do longa metragem é sobre Jake Sully aprendendo dos costumes Na'Vi, enquanto Cameron mostra como Pandora é bonito e como a tecnologia que ele criou é impressionante. A ação mesmo foi deixada para a parte final do filme.

E quando se trata de ação, o diretor de Exterminador do Futuro 1 e 2 sabe o que faz. Além dos combates entre máquinas e seres gigantes serem sensacionais, James Cameron sabe exatamente o que o público quer ver, ele não se utiliza de cortes rápidos nem de closes exagerados, como acontece em Transformers 2, por exemplo. Pelo contrário, muitas batalhas são mostradas com um plano bem aberto, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo na tela. Resumindo, quando o assunto é dirigir cenas de ação, James Cameron é tudo que Michael Bay gostaria de ser.



Uma coisa que fica bem clara em Avatar é a crítica à sociedade moderna e ao modo como nós cuidamos do planeta, principalmente quando um dos personagens diz que, ao contrário de Pandora, não existem mais florestas na Terra. E é impossível não fazer uma comparação com os humanos atrás de unobtainium e os EUA invadindo o Iraque em busca de Petróleo. Só faltou o exército humano inventar que os Na'Vi possuíam algum tipo de arma de destruição em massa.

Ao final do filme, fiquei com a sensação de que poderia ter sido bem melhor. O filme é divertido e tal, mas não saí do cinema falando "nossa, que foda, quero assistir de novo" (eu assisti Dark Knight três vezes no cinema), só devo assistir novamente quando sair em dvd. Nem o 3D do filme eu achei tão sensacional assim, mas provavelmente no IMAX deve ser mais impressionante. James Cameron bem que podia ter se dedicado um pouco mais à história e não apenas à tecnologia. Basta lembrar de Matrix que, em 1999, revolucionou os efeitos especiais da época e ainda contou uma história sensacional (que foi estragada com os outros dois filmes).



PS: Uma coisa que achei engraçada foi a quantidade de pessoas que foram assistir Avatar achando que fosse a adaptação daquele desenho animado. E não eram apenas crianças, tinha muito marmanjo não entendendo nada no meio do filme.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

2012

Primeiro, o fim do mundo foi prometido para o ano 2000; depois, os "estudiosos" se corrigiram, afirmando que tudo acabaria na virada do século, em 2001. Obviamente, eles erraram mais uma vez e todos meio que deixaram pra lá essas histórias sobre o apocalipse. Mas eis que, de uns tempos pra cá, os alarmistas de plantão começaram a dizer que os maias previram o fim do mundo para 21 de dezembro de 2012. E deve ter sido nesse momento que o diretor Rolland Emmerich pensou "opa, é nessa que vou me dar bem dessa vez".

Com o simples título de 2012, a nova produção do diretor alemão responsável por Independence Day e Godzilla, é mais um daqueles filmes catástrofes, com o mundo sendo modificado completamente e uns poucos sobreviventes para reconstruí-lo depois. O grande problema do filme é ele ser mais do mesmo e estar recheado de cenas e personagens clichês. Estão ali, por exemplo, o presidente americano altruísta (Danny Glover); o cara que ainda ama a ex-esposa (John Cusack); o filho que não se dá bem com o pai, mas adora o padrasto. Enfim, tudo ali já foi visto em algum outro filme do tipo. Isso sem contar que dá pra saber exatamente o que vai acontecer com cada novo personagem que surge na tela.

Pelo menos a história não tenta passar nenhuma lição sobre proteger o planeta, a destruição era simplesmente inevitável. Tudo começa quando o sol passa a emitir intenas radiações solares, fazendo com que as placas tectônicas da Terra passem a se mover de maneira absurda. Infelizmente, o filme ainda tenta passar aquelas batidas lições de redenção. Praticamente todos os personagens estão tentando se redimir por alguma coisa que fizeram no passado e, obviamente, toda essa destruição vai ajudá-los a corrigir os erros cometidos ou se reaproximar de pessoas queridas.

As cenas de ação até que são divertidas, mas poderiam ser bem melhores se tudo não fosse tão grandioso. Todas as cenas são inverossímeis demais e, como eu disse no parágrafo acima, são cheias de clichês. Não faltou nem a clássica cena em que um avião corre a toda velocidade, tentando levantar voo antes que a pista acabe, aí ele cai em um buraco...alguns segundos de tensão e o veículo sai voando, triunfante, ao som de uma música de vitória. E uma cena desse tipo acontece duas vezes ao longo da projeção. Além disso, os protagonistas do filme parecem ser protegidos por alguma força sobrenatural. É impressionante como, com a Califórnia vindo abaixo, a família de protagonistas é a ÚNICA que consegue escapar de absolutamente tudo e utilizando apenas um simples carro. Tudo bem que esse tipo de filme é pra ser mentiroso mesmo, mas nem com muita boa vontade dá pra acreditar que alguém sobreviveria às situações mostradas em 2012. Quanto a tão comentada cena do Cristo Redentor sendo destruído, cuidado para não piscar ou vai acabar não vendo.

Enfim, os fãs de filmes de catástrofe provavelmente vão gostar de 2012, apesar de existirem opções melhores. Mas se você já não gostou de Godzilla ou O Dia Depois de Amanhã, passe longe desse filme porque ele não traz nenhuma novidade em relação a esses dois.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Os Fantasmas de Scrooge

Fim de ano é sempre aquela época em que você se reúne com os parentes (mesmo aqueles mais chatos) para comer até cair e trocar presentes. Sempre tem aquela tia velha e chata, que você não vê durante o ano inteiro, e vem com aquele papo "nossa, como ele está grande", ignorando que você está ali do lado e falando na terceira pessoa. Um outro elemento que nunca pode faltar no fim do ano são os filmes natalinos, além é claro dos filmes da Xuxa e do Didi, que fazem a alegria da molecada nas férias. Mas por algum motivo, a Disney resolveu lançar seu filme de natal agora, ainda no começo de novembro. Não sou muito fã desse tipo de filme, mas como gosto do trabalho do diretor Robert Zemeckis e de filmes em 3D, lá fui eu assistir Os Fantasmas de Scrooge.

Provavelmente, todos já conhecem a história, afinal, ela é baseada em um texto escrito por Charles Dickens, em 1843, chamado
Um Conto de Natal, e já foi adaptada diversas vezes. Nela, Ebenezer Scrooge (Jim Carrey, no original, e Guilherme Briggs, na versão dublada) é um velho avarento, que não acredita no espírito natalino, sua única crença é em juntar cada vez mais dinheiro, mesmo que seja para nunca gastar um centavo. Além disso, vive tratando mal seus empregados, seus parentes e qualquer outra pessoa que acredite no natal. Até que em uma véspera de natal, o velho recebe a visita de três fantasmas: o dos natais passados, o do natal presente e o dos natais futuros. A partir daí, Scrooge embarca numa jornada onde vê todos os erros cometidos e tem que aprender o significado do natal. É aquela história edificante de sempre.

O que faz o filme realmente valer a pena é a direção de Zemeckis. O cara começou a usar a tecnologia 3D e de captura de movimentos em O Expresso Polar (também um filme natalino), depois aperfeiçoou em Beowulf, mas em Os Fantasmas de Scrooge o nível de detalh
amento dos personagens e dos cenários é impressionante. E é engraçado como as coisas mais simples às vezes são as que mais nos chamam a atenção, a neve caindo em 3D é de uma beleza quase real, parecia que realmente estava nevando ali no cinema. Além disso, os personagens são bem reais, mesmo que alguns sejam mais caricatos do que outros. Apesar de todas as rugas e do nariz e queixo alongados, ainda conseguimos reconhecer o Jim Carrey ali no velho Scrooge. Não é a toa que alguns entusiastas dizem que no futuro todos os filmes serão feitos com captura de movimentos.

E não se deixe enganar pelos trailers, que sempre mostram as cenas mais aventurescas para atrair as crianças ao cinema, de infantil Os Fantamas de Scrooge não tem quase nada. Ao contrário de O Expresso Polar que toda hora tinha uma cena de perseguição ou de alguém caindo de um lugar alto, aqui o foco está mesmo nos personagens, não na aventura. Não espere aqueles cortes rápidos de uma cena para outra, típicos de filmes infantis, o diretor geralmente filma cenas mais longas, com foco nos personagens, não na aventura. Nada mais justo para um filme com uma história bem melancólica. A história triste da família do empregado de Scrooge, Bob Cratchit (Gary Oldman), é de partir o coração.

Para aqueles que acham que o natal é uma época em que as pessoas podem mudar completamente, esse é um bom filme, apesar de achar difícil que alguém ainda não conheça a história (acho até que ela já foi parodiada em um episódio dos Simpsons). Mas se você é daqueles que não suportam filmes com lições de moral e nem gosta do natal, pode passar batido por Os Fantasmas de Scrooge.




PS: Antes da sessão, passou o trailer de Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton. Eu já tinha assistido o trailer na internet, mas vê-lo em 3D foi outra experiência. O filme parece ser fantástico, uma das cenas mostrava o Gato Risonho se aproximando do público de tal maneira que parecia que ele estava realmente ali na minha frente. Claro que trailers podem ser enganadores, mas ao que tudo indica o filme vai valer a pena e TEM que ser assistido em 3D.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Michael Jackson's This It

Apesar dos anúncios do filme falarem que a projeção mostraria os últimos ensaios de Michael Jackson, eu fui ao cinema com um certo medo de que o documentário não passasse de várias pessoas falando sobre a morte do astro, com algumas poucas cenas do ensaio. E o medo só aumentou quando o filme começa sem áudio algum, com um texto explicando que o que vamos assistir são os últimos ensaios do rei do pop. Aí surgem os depoimentos de alguns dançarinos que estavam lá fazendo testes para integrar a equipe de Michael, todos eles contando como o cara influenciou suas carreiras e tal.

Mas, felizmente, esse tom melancólico só dura alguns minutos, desaparecendo quando Michael Jackson finalmente entra em cena. E, para aqueles que duvidavam que o astro a
inda era o rei do pop, todas as dúvidas se dissipam quando ele começa a dançar ao som de "Wanna Be Startin Somethin". Com quase 50 anos, MJ ainda dançava e cantava muito, mesmo depois de tanto tempo sem se apresentar. As cenas são compostas de vários ensaios diferentes, algumas com imagens de qualidade menor do que as outras, e às vezes a tela fica dividida mostrando ensaios de dias diferentes.

A parte documental do filme não traz nenhum depoimento após a morte de Michael, é tudo material apenas dos ensaios mesmo, provavelmente seria um making of para o dvd do show que certamente seria lançado. Nessas partes nós vemos como o artista era perfeccionista ao extremo e nada passava despercebido por ele, desde algum dançarino fazendo algo errado na coreografia até o som dos instrumentos, que ele exigia que ficassem exatamente iguais como estava nos discos dele. "É o que os meus fãs esperam ver no show", diz o cantor.

E falando em show, This Is It tinha tudo para ser um dos melhores shows de Michael Jackson. Além de estar em plena forma, Michael e o diretor do espetáculo, Kenny Ortega, tinham preparado várias coisas especiais para aparecer durante a apresentação de algumas músicas. "Smooth Criminal", por exemplo, começaria com um vídeo de Jackson interagindo com o filme Gilda, de 1946, onde ele aparece fugindo de alguns bandidos, vestido com aquele inconfundível terno branco. Já no clássico "Thriller", além de um vídeo mostrando os zumbis saindo das tumbas, teria ainda vários fantasmas que voariam entre a plateia. Teria sido sensacional assistir ao show e ver como tudo isso funcionaria junto com a performance no palco. A única coisa que senti falta foi da clássica inclinada de corpo pra frente, que Michael e seus dançarinos geralmente faziam em "Smooth Criminal".

Infelizmente para os fãs de Michael Jackson (e eu me incluo nessa lista) isso é tudo que vamos ver do que seria O show. As pessoas podem até gostar ou não dele, por causa da figura polêmica em que ele se transformou nos últimos anos, mas uma coisa não se pode negar: Michael Jackson ainda era o melhor no que fazia. E ainda bem que Michael Jackson's This Is It é um documentário que celebra todo o talento do Rei do Pop e não um chororô por causa da morte dele.



Músicas que aparecem no filme
:

"Wanna Be Startin' Somethin'"
"Jam"
"They Don't Care About Us"
"Human Nature"
"Smooth Criminal"
"The Way You Make Me Feel"
"I Want You Back"
"I'll Be There"
"I Just Can't Stop Loving You"
"Thriller"
"Beat It"
"The Earth Song"
"Billie Jean"
"Man In The Mirror".

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Gamer

Quando li as primeiras notícias sobre Gamer, pensei logo que seria mais um filme no estilo de Mandando Bala, daqueles que você desliga o cérebro e curte toda a matança. Infelizmente, o filme não é totalmente assim, ele possui uma história que insiste em interromper a ação frenética. O problema é que essa história é bem clichê. A premissa é bem besta: em um futuro não muito distante, o empresário Ken Castle (Michael C. Hall, o Dexter) cria um jogo de tiro chamado Slayers, no qual os jogadores controlam pessoas de verdade em um campo de batalha, é como um Counter Strike com gente de verdade. Esse controle é possível graças à outra invenção de Castle, o nanex, que é uma espécie de nanotecnologia que modifica as células do cérebro. E todos os controlados são presidiários que foram condenados ao corredor da morte e recebem a escolha de poder atuar em Slayers, sendo libertados se sobreviverem a 30 batalhas. E faltam apenas três batalhas para o herói Kable (Gerard Butler) se tornar campeão e conseguir a liberdade, o que parece não agradar Ken.

Além de Slayers, Ken Castle criou outro jogo, Society, onde pessoas são pagas para serem controladas por outras pessoas, em uma espécie de The Sims com gente de verdade. A esposa de Kable trabalha em Society e é controlada por um pervertido que não perde uma oportunidade de colocá-la para fazer sexo. Para ele é apenas um jogo, mas para ela é tudo de ver
dade. E aí, sabendo que a mulher e a filha estão com problemas, além de correr risco por algo que aconteceu no passado, Kable resolve fugir sem tentar completar as 30 batalhas.

O filme já começa mostrando uma dessas batalhas, com ação frenética e tiros e explosões para todos os lados. Como a classificação é 18 anos, temos bastante violência, com algumas mortes mostrando muito sangue. Uma das coisas que eu achei bem interessante é que às vezes aparece na tela o HUD, que são todas aquelas informações que aparecem na tela de um jogo, como a energia do personagem, por exemplo. Em certo momento, nós até vemos o campo de batalha através do ponto de vista do jogador, com várias informações na tela e uma visão em terceira pessoa, como em Resident Evil 4. As cenas de ação realmente parecem saídas de um game, com muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, mas achei que alguns tiroteios podiam ter sido melhor mostrados, às vezes mal dava pra ver o estrago que um tiro causava.


Infelizmente, o filme não fica só dentro do "jogo", em pouco tempo Kable já está fora da prisão, em busca de vingança. A solução que ele arranja para colocar combustível no carro e escapar é sensacional. Mas teria sido mais interessante se a história se focasse justamente no dia-a-dia dos presidiários e em tudo que eles fazem para vencer ou escapar. Teria muito mais ação e matança dessa maneira.

O maior ponto positivo fica por conta da escolha dos protagonistas. Depois de interpretar o rei Leônidas, Gerard Butler com certeza foi a escolha certa para um personagem que faz cara de mau o tempo todo e mata praticamente qualquer um que apareça na frente. Do outro lado, temos Michael C. Hall fazendo o que ele faz tão bem em Dexter, alternando entre o Ken Castle bonzinho, que aparece na mídia, e o louco que quer dominar o mundo.

Gamer é mais um daqueles filmes que serve para distrair em um fim de semana que você não tenha nada para fazer. Não possui a mesma diversão despretensiosa de um Mandando Bala, mas mesmo assim consegue divertir por uma hora e meia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Dragonball Evolution

Dragonball Evolution já começa errado desde o título, afinal, a obra de Akira Toriyama se chama Dragon Ball. Mas esse é apenas um pequeno detalhe em meio a tanta besteira. A principal delas é a descaracterização de praticamente todos os personagens. O Goku do filme, por exemplo, é um adolescente que vive sendo zombado e é doido para arranjar uma namorada. Qualquer um que conhece o mangá ou o anime, sabe que o Goku é um dos personagens mais inocentes que existem, a última coisa que ele pensaria é em arranjar uma namorada (até hoje não sei como ele conseguiu fazer dois filhos). Em certo ponto do filme, chega ao absurdo do Goku só conseguir aprender o Kame-hame-ha depois que a Chi-Chi promete que ele vai ganhar um beijo. O personagem melhorzinho é o Mestre Kame, que está sempre com uma camisa havaiana e é um tarado, mesmo que seja em uma escala bem menor do que no mangá.

Outro erro da produção é ignorar uma das coisas fundamentais de Dragon Ball: o Torneio de Artes Marciais. No anime, as histórias na maioria das vezes girava em torno de uma grande torneio, eles ficavam vários episódios apenas treinando, ansiosos para o dia em que enfrentariam poderosos adversários. Já no filme, a competição é apenas citada como sendo algo grandioso, mas tudo que vemos é uma rápida luta de Chi-Chi contra uma capanga do Piccolo. Aliás, felizmente o vilão é verde, ao contrário do que parecia nas fotos e no trailer. E nem preciso falar da falta de sangue no filme, já que ele é feito para crianças, as mesmas que provavelmente assistem ao anime repleto do líquido vermelho.

Mas tudo isso poderia ser deixado de lado se pelo menos a produção do filme fosse decente, mas nem isso se salva. Alguns efeitos especiais são vergonhosos, como a cena em que Goku, Bulma e Mestre Kame estão andando de moto no deserto, dá pra ver claramente que eles estão atuando com um fundo verde. O efeito dos monstros do Piccolo se reconstruindo é coisa digna dos Power Rangers. Isso sem falar em furos bestas no roteiro, como quando o Mestre Kame diz que tem uma esfera do dragão e a Bulma se espanta com isso. Como ela se espantou se eles chegaram na casa do Kame justamente porque a garota rastreou uma esfera lá dentro? E quando o Mestre Kame e Goku procuram a esfera pela casa, a Bulma fica lá com cara de bunda em vez de usar o radar. Sei que a molecada nem repara nessas coisas, mas custava caprichar um pouco mais?


E como se não bastasse a tortura que o filme é, ainda tem uma cena depois dos créditos, que eu só assisti porque avancei o filme, com certeza não ficaria no cinema esperando ela aparecer. E como não poderia deixar de ser, a cena não faz sentido algum. Ela mostra uma mulher cuidando do Piccolo após ele ter sido derrotado. Porra, Goku e Piccolo se enfrentaram em um lugar remoto, aí o cara cai derrotado bem ali, perto do local da luta, como é que a tal mulher encontrou o verdinho? E antes que alguém reclame que eu contei o final do filme, qualquer pessoa com dois neurônios consegue adivinhar como ele termina.

Pra não dizer que eu não gostei de nada, até que o efeito especial do Kame-hame-ha ficou legalzinho. E também gostei das asiáticas gostosas que usavam roupas com decotes. Enfim, Dragonball Evolution foi uma hora e 25 minutos da minha vida que eu nunca mais vou recuperar.


PS1:Como fã de Dragon Ball, peço desculpa pela heresia que cometi ao assistir esse filme.
PS2: Gostaria de mandar meu primo André para o inferno, pois foi ele quem me convenceu a assistir essa coisa bizarra.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Carga Explosiva 3

O terceiro filme da franquia, que começou com Carga Explosiva e continuou com Carga Explosiva 2, é de longe o mais fraco dos três. Grande parte da diversão da série é o fato da história ser despretensiosa, servindo apenas como desculpa para as sequências de ação, assim como acontece em Adrenalina, também estrelado por Jason Statham. O problema de Carga Explosiva 3 é que o roteiro se leva a sério demais, com uma história de conspiração internacional. Enquanto nos primeiros dois filmes a ação era quase ininterrupta, neste acontecem intervalos muito grandes entre uma cena de ação e outra.

Outro vacilo da produção é a completa falta de criatividade do diretor Olivier Megaton. A maioria dos ângulos de câmera que ele usa já foram vistos em vários outros filmes de ação, não tem metade da inventividade do primeiro Carga Explosiva ou de Adrenalina. E, levando em conta que na história o motorista Frank Martin (Jason Statham) não pode se afastar do carro, Megaton perdeu uma ótima oportunidade de fazer sequências incríveis utilizando o veículo. Até mesmo as cenas mais empolgantes, como o carro andando só em duas rodas, ou pulando em cima de um vagão de trem, me deram a sensação de já ter visto aquilo em algum lugar.

Pelo menos a pancadaria, se não trouxe nada de novo, também não piorou em relação aos outros dois filmes. É sempre divertido ver Frank Martin lutar, principalmente pelo fato da principal arma dele ser o próprio terno, que ele usa para desarmar ou sufocar os inimigos. Pena que este filme não apresenta nenhum personagem bizarro para Frank Martin enfrentar, como a loirinha de Carga Explosiva 2, que só andava de lingerie pra cima e pra baixo.

O roteiro peca ainda por tentar desenvolver demais os personagens, perde-se muito tempo em diálogos desnecessários entre Frank e a garota que está no carro com ele. Na maior parte dessas cenas, a única coisa que eu conseguia pensar era "quando é que ele vai bater em alguém?". Filmes com roteiros interessantes e personagens bem trabalhados são sempre bem vindos, mas a série Carga Explosiva não é e nem deve ser assim. Infelizmente, parece que os roteiristas Luc Besson e Robert Mark Kamen (que também escreveram os outros dois filmes) esqueceram disso em Carga Explosiva 3.

domingo, 25 de outubro de 2009

Adrenalina 2: Alta Voltagem

Adrenalina 2: Alta Voltagem começa exatamente onde o primeiro terminou, com Chev Chelios (Jason Statham) caído no chão, aparentemente morto. Aparentemente porque o cara simplesmente conseguiu sobreviver à queda do helicóptero no primeiro filme. E não espere respostas para essa síndrome de Superman durante a história, pois assim como acontece em Adrenalina, o mais importante aqui são as insanas sequências de ação e não a história. Dessa vez, Chelios é sequestrado, logo após despencar do céu, e seu coração é retirado e substituído por uma máquina movida a bateria. A partir daí, o protagonista precisa de constantes choques elétricos para manter a bateria carregada e o "coração" substituto funcionando, enquanto vai atrás de quem roubou seu coração.

A intenção dos diretores Mark Neveldine e Brian Taylor nessa sequência foi aumentar tudo que já tinha sido mostrado no primeiro filme. Então, espere por cenas de ação ainda mais absurdas, além de situações totalmente bizarras. O problema disso é que, apesar do filme ser divertido, o tempo todo fica aquela sensação de estar assistindo mais do mesmo. Chev Chelios continua correndo pra cima e pra baixo e batendo em todo mundo, além de estar sempre se torturando para manter o coração dele batendo. Até a cena de sexo entre Chelios e a namorada, na frente de uma multidão, aparece novamente neste segundo filme.

Quem gostou do primeiro filme, provavelmente vai gostar de Adrenalina 2: Alta Voltagem, mesmo não tendo muitas novidades. O ideal é assistir os dois na sequência porque é basicamente uma história dividida em dois filmes. Mas para os que gostam de roteiros elaborados e com reviravoltas mirabolantes, passe longe, porque no universo de Adrenalina nada faz sentido, mas é divertido pra cacete.

Anticristo

Desde que causou polêmica no Festival de Cannes, Anticristo chamou minha atenção, afinal, eu fiquei curioso para saber se o filme era realmente tão chocante quanto diziam. E parece que a produção foi feita mesmo para chocar, ela não tem muitas cenas de violência física, mas quando aparece alguma, elas são bem impactantes.

Anticristo conta a história de um casal que, após a morte do filho, resolve se isolar em uma cabana no meio da floresta, para tentar superar a perda. O diretor Lars Von Trier já causa polêmica desde o começo do filme, com uma cena de sexo explícito entre o casal, alternando com cenas do filho deles indo em direção à morte. Essas cenas do prólogo são muito bonitas, todas em câmera lenta e em preto e branco, contando a tragédia do casal. A partir daí, o filme se mostra um terror psicológico, com o marido tentando tratar a depressão da esposa e ela parecendo que vai surtar a qualquer momento.

O problema dessa polêmica toda que o filme causou é que pessoas que esperavam ver um pouco mais de violência, como eu, acabam se decepcionando. Anticristo está mais para um filme de arte, com longas cenas contemplativas, com os personagens se movendo em câmera lenta. Mas a coisa começa a esquentar no final, quando a produção começa a tomar ares de um torture-porn, como O Albergue, porém com uma história decente. Em uma das cenas, o marido toma uma porrada no pênis que é impossível algum homem não se revirar na cadeira enquanto estiver assistindo o filme.

Para os fãs do gênero gore, que esperam sempre ver muito sangue, Anticristo não é a opção mais recomendada, apesar do final impactante. Mas quem gosta de filmes de arte, esse pode ser uma boa pedida, mas prepare-se para se impressionar com algumas cenas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Up - Altas Aventuras

É interessante analisar a trajetória da Pixar desde o começo, com Toy Story, até Up - Altas Aventuras. Antes ela fazia histórias de humor e aventura, com uma pitada de emoção, mas desde Wall-E isso se inverteu, parece que o objetivo da Pixar agora é fazer histórias extremamente emotivas, com algumas pitadas de humor e aventura. E com este novo filme ela não decepciona (a mim pelo menos a Pixar nunca decepcionou).

Na história, Carl Fredricksen, um senhor de 78 anos, resolve realizar o sonho da vida dele: viajar para a América do Sul, levando junto a sua casa. Para isso, ele amarra vários balões no telhado e sai voando rumo à aventura. Porém, no meio da viagem ele descobre que tem um passageiro inesperado, o garoto Russel, de oito anos, que estava na varanda da casa quando esta decolou.

Eu achava que depois de Wall-E a Pixar não fosse mais conseguir emocionar tanto o público. Ledo engano. O filme já emociona logo no começo ao mostrar toda a vida de Carl, desde a infância quando conheceu sua amada Ellie, até o dia em que ela morreu. Toda a sequência que mostra a vida dos dois juntos é contada sem o uso de diálogos, fica tudo a cargo das belíssimas imagens que nos motram tanto os momentos mais felizes (como o casamento), quanto os momentos tristes (quando descobrem que não podem ter filhos). A maneira como é contada a morte de Ellie, com uma referência ao dia em que os dois se conheceram, é de encher os olhos de lágrimas. Aliás, ainda me impressiona como os personagens conseguem passar tanta emoção mesmo sendo tão caricatos, afinal, nenhum dos personagens tem as proporções exatas de um ser humano. Mas pra quem já tinha conseguido fazer isso com personagens robôs que não falavam mais de três palavras, deve ser fichinha fazer isso com humanos.

E falando em personagens, eles estão carismáticos como sempre, a começar pelo velhinho Carl, que na versão nacional foi dublado pelo Chino Anysio. E pensar que alguns analistas da indústria do cinema chegaram a dizer que um desenho, com um velho como protagonista, nunca daria certo. Apesar de ser bem rabugento no começo da aventura, é impossível não gostar dele quando lembramos da sequência de abertura. Mas o outro protagonista, o garoto Russel, também não fica pra trás. Ele é um escoteiro que entra na história porque falta apenas uma medalha pra coleção dele, mas para ganhá-la ele precisa ajudar um idoso. Russel nos é apresentado como uma típica criança de oito anos, que fala o tempo todo e está sempre em busca de aventuras. Em dado momento, Carl sugere que os dois brinquem de quem consegue ficar mais tempo calado e o menino diz que sua mãe também adora essa brincadeira.

E não posso deixar de citar a já habitual preocupação da Pixar com os detalhes das suas animações. Como a barba de Carl que vai crescendo conforme o tempo passa ou os machucados e a sujeira no rosto de Russel, que não desaparecem magicamente. São pequenas coisas, mas que fazem toda a diferença.

Apesar do desenrolar da história já ser meio manjado (é um filme Disney/Pixar então a gente sabe que tudo vai dar certo), ainda assim é um excelente filme para os que gostam de uma boa animação. Mas para aqueles que são fãs da Pixar, Up - Altas Aventuras é simplesmente obrigatório. E prepare-se para se emocionar.



PS: O filme possui cópias normais e em 3D. Eu assisti em 3D e achei que não faz falta nenhuma, não é como Coraline onde o 3D ajuda a contar a história. Então fica a dica para quem não quiser pagar o absurdo que é o ingresso de filmes em três dimensões.

domingo, 6 de setembro de 2009

Arraste-me para o Inferno

O diretor Sam Raimi começou a carreira fazendo filmes de terror, até ficar mega famoso dirigindo os filmes do Homem-Aranha. Sete anos e três filmes do aracnídeo depois, ele volta ao gênero onde tudo começou.

Arraste-me para o Inferno conta a história de Christine Brown (Alison Lohman), uma gerente de crédito bancário que almeja ser promovida, mas para isso ela deve mostrar ao seu chefe que é capaz de tomar decisões difíceis. Eis que surge no banco a Senhora Ganush (Lorna Raver), uma velha cigana, que foi pedir a extensão do financiamento da sua casa. Para impressionar o chefe, Christine acaba negando o pedido. Resultado: a velha cigana joga uma maldição na pobre moça, que agora tem apenas três dias antes de perder sua alma para o inferno.

A pergunta que todos fazem é: e aí, Sam Raimi ainda leva jeito pra coisa? Bom, uma coisa é certa, o filme é melhor do que muito remake de terror japonês que sai por aí ( alguém ainda aguenta ver aqueles fantasmas de longos cabelos molhados?), mas não chega aos pés do clássico trash Evil Dead (Uma Noite Alucinante aqui no Brasil). Mas não se preocupe, Arraste-me para o Inferno ainda é bem trash para os padrões atuais, com sustos fáceis e cenas que envolvem algum líquido nojento.

O melhor do filme é que Sam Raimi não fica tentando esconder as coisas, fazer aquele suspense barato. Logo na primeira cena nós já vemos o demônio Lâmia arrastando um garotinho para o inferno. Enquanto a maioria dos filmes fica mostrando apenas vultos passando rapidamente ou sons estranhos, Raimi faz questão de mostrar uma sombra com a forma do demônio. E não é uma sombra que apenas assusta a protagonista, ela agride ferozmente a pobre Chrstine. Ou seja, um terrorzão à moda antiga. Além disso, o diretor faz questão de colocar coisas bem clichês de filmes antigos, como a cena em que Christine escava uma sepultura de noite e com uma chuva desgraçada repleta de relâmpagos. Em outra cena, a jovem amaldiçoada chega a jogar uma bigorna na cabeça da velha cigana (só faltou aparecer o Pernalonga na hora). Aliás, as lutas entre Christine e a Senhora Ganush são as melhores coisas do filme, quase tão boas quanto Ash enfrentando a própria mão em Evil Dead.

Arraste-me para o Inferno é realmente divertido pra quem já gostava dos filmes de terror do Sam Raimi, mas pessoas que só o conhecem por causa do Homem-Aranha provavelmente vão se decepcionar (na sessão em que eu estava, escutei gente dizendo que era o pior filme que tinham assistido na vida). Só fiquei decepecionado com o uso exagerado de computação gráfica na cenas que envolviam líquidos repugnantes. Dava pra perceber que era muito falso, só não sei se o diretor fez isso de propósito ou não. De qualquer forma, valeu o preço do ingresso (até porque só paguei três reais). Agora fico na esperança de que algum dia Sam Raimi faça um novo Evil Dead.

domingo, 30 de agosto de 2009

Se Beber, Não Case!

Quando saiu o primeiro trailer de Se Beber, Não Case!, eu já achei que o filme seria muito engraçado, mas não pensei que fosse uma das melhores comédias do ano. O filme já faz rir desde a primeira cena, quando Phil (Bradley Cooper) avisa à noiva de Doug (Justin Bartha) que não vai mais ter casamento porque eles simplesmente perderam o noivo.

Sempre que a cidade de Las Vegas aparece em algum filme ou sériado americano, são repetidas frases do tipo "o que acontece em Vegas fica em Vegas" ou "Las Vegas é a cidade do pecado". E os quatro protagonistas de Se Beber, Não Case! levam essas definições até as últimas consequências. Na história, Doug está prestes a se casar e seus melhores amigos - Phil, Stu (Ed Helmes) e Alan (Zach Galifianakis) - resolvem dar a ele uma das melhores despedidas de solteiro já vistas. O problema é que no dia seguinte os três acordam com uma baita ressaca e não se lembram de absolutamente nada da noite anterior. O quarto onde eles estão hospedados está totalmente arrasado e, pra piorar, eles não sabem onde está o noivo. Agora eles têm apenas um dia para encontrá-lo, seguindo algumas pistas: um tigre de bengala dentro do banheiro do quarto, um bebê dentro do armário, um dente quebrado e uma galinha.

O grande trunfo do filme é justamente usar a bebedeira como desculpa para todas as situações bizarras do filme, afinal, uma ressaca dessas pode acontecer na vida de qualquer um. Os atores também estão excelentes, nenhum deles têm atuação exagerada e caricata, fazendo com que a gente acredite que esses personagens realmente poderiam existir. E por falar em personagens, tem um coadjuvante que merece destaque: Mr. Chow (Ken Jeong). A primeira cena em que ele aparece, pulando e metendo a porrada nos três amigos, é de chorar de rir. O elenco conta ainda com a participação de Heather Graham, como uma simpática prostituta, e com Mike Tyson, que canta em uma das cenas.

Eu até gostaria de falar sobe algumas cenas, mas em um filme que se baseia em desvendar as pistas, isso poderia estragar certas surpresas. Mas pra quem gosta de uma boa comédia sobre amigos, vale muito a pena assistir Se Beber Não Case!. E não deixe de conferir, durante os créditos do filme, algumas fotos bizarras!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Comandos em Ação. Ação com Stephen Sommers no comando

Quando foi anunciado o filme de G.I. Joe (Comandos em Ação aqui no Brasil), eu fiquei logo com um pé atrás. Essa desconfiança aumentou ainda mais quando saíram as primeiras imagens e os personagens não se pareciam em nada com os bonecos que eu possuía. Eu tinha expectativa mais alta com X-Men Origens: Wolverine e Transformers 2. E acabei errando feio: G.I. Joe - A Origem de Cobra é muito mais divertido do que os outros dois. Tudo bem, isso pode ser efeito da minha baixa expectativa pelo filme, mas o fato é que me diverti bastante assistindo essa adaptação.

O filme, dirigido por Stephen Sommers, mostra o início da organização terrorista Cobra e a origem de seus dois fundadores: Comandante Cobra e Destro. A história é aquela de sempre, um novo tipo de armamento é desenvolvido e é lógico que os terroristas querem colocar as mãos nela. Então, cabe aos Joes impedirem que essa arma caia em mãos erradas. Mas apesar desse clichê, o filme é bem divertido, tanto em matéria de ação quanto em comédia (cenas geralmente protagonizadas por Marlon Wayans, que interpreta Ripcord). Já as melhores cenas de luta ficam por conta dos ninjas Snake Eyes (Ray Park, o Darth Maul de Star Wars) e Storm Shadow (Lee Byung-hun), inclusive temos vários flashbacks mostrando o passado dos dois. E não posso deixar de citar Rachel Nichols (Scarlett) e Sienna Miller (Baronesa) vestidas com roupas de couro.

Não posso se dizer se o longa é fiel ao desenho animado porque, sinceramente, eu não lembro de quase nada da animação. Mas fui ao cinema esperando ver coisas explodindo e muitos veículos, afinal, quem foi criança nas décadas de 80 e 90 sabe que tinham muitos deles pra comprar. E saí bem satisfeito, principalmente por causa do final que traz uma revelação sobre os líderes Cobra e já deixa um gancho para um possível segundo filme.

G.I. Joe - A Origem de Cobra é aquele típico filme pipoca, ideal para aqueles dias que você quer apenas se divertir no cinema, sem precisar pensar muito. Se não for no cinema, pelo menos vale o prço do aluguel quando sair em DVD e Blu-Ray. Eu me diverti.


PS: Não aguento mais essa coisa globalizada de manter o nome original dos filmes. Eu queria poder chegar no cinema e pedir um ingresso pra assistir Comandos em Ação.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Rebobine, por favor

Essa semana, finalmente consegui assistir Rebobine, por favor, comédia que chegou ao Brasil no começo do ano sem fazer muito alarde. O problema do filme é que ele pede que os espectadores tenham um certo conhecimento sobre cinema, o que acaba fazendo com que nem todos se divirtam com ele. Além disso, o filme, dirigido por Michel Gondry (o mesmo de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças), não é uma comédia de gargalhadas histéricas e constantes, é apenas divertido, principalmente pra quem viveu a época de filmes em VHS. Aqui no Brasil, onde a maior parte da população gosta de "comédias" como Liga da Injustiça (acho que é esse o nome), não é de se surpreender que Rebobine, por favor não tenha feito tanto sucesso.

Na história, Elroy Fletcher (Danny Glover) é o dono de uma pequena locadora que precisa desesperadamente de dinheiro para fazer reparos no prédio onde vive, ou será despejado. Para isso, ele sai em uma missão de espionar locadoras mais modernas, pra ver se consegue aum
entar sua freguesia. Assim, o único funcionário da locadora, Mike (Mos Def) fica encarregado de tomar conta dos negócios. Os problemas começam quando Jerry (Jack Black), amigo de Mike acaba desmagnetizando todas as fitas da locadora. Para não perder ainda mais clientes, os dois amigos resolvem então reencenar alguns filmes que as pessoas quisessem alugar, começando pelo clássico Caça-Fantasmas. Mas o que parecia uma solução maluca acaba dando certo. Toda a vizinhança fica sabendo dos filmes toscos e só querem saber de alugá-los. Jerry inventa até um termo para essas reivenções, "suecar", pois segundo ele esses filmes vinham da Suécia e por isso eram mais caros.

E é aí qu
e Rebobine, por favor fica realmente divertido. É muito engraçado ver os personagens criando soluções para certas situações que aparecem nos filmes reencenados. Na cena que o Geléia (como assim você não sabe quem é o Geléia?) atravessa uma parede, por exemplo, eles usam o velho truque de gravar a pessoa indo contra a parede, pausar e depois gravar a parede sem ninguém na frente. Em uma cena de Hora do Rush 2, em que os personagens ficam pendurados no alto do prédio, os dois amigos colocam o tabuleiro de um jogo embaixo deles, para parecer que estamos vendo uma cidade do alto. E não posso esquecer de falar do Robocop do Jack Black. Mas a cena que realmente chama a atenção é uma em que os personagens "suecam" vários filmes em sequência, tudo filmado pelo diretor em um único plano, sem cortes. O mais legal é que Michel Gondry proibiu que os atores assistissem aos filmes originais, eles tinham que reencenar tudo de acordo com suas próprias lembranças.

Outros filmes "suecados" em Rebobine, por favor são 2001: Uma Odisséia no Espaço, King Kong e Conduzindo Miss Daisy. Pena que ficaram de fora filmes como De Volta Para o Futuro e ET - O Extraterrestre. Seria hilário ver Mos Def e Jack Black fazendo a cena da bicicleta voadora.

Enfim, se você for como eu e cresceu assistindo a Sessão da Tarde, com as reprises dos filmes citados aqui, provavelmente vai se divertir com Rebobine, por favor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Harry Potter e o Enigma do Príncipe

Antes de mais nada, quero deixar claro que não sou fã dos livros do jovem bruxo, apenas gosto de assistir aos filmes. Portanto, que os fãs me perdoem qualquer besteira que eu possa escrever aqui. Dito isso, vamos ao que interessa.

Desde que começou a produção de Enigma do Príncipe, se falava muito que ele seria o mais sombrio da série até aqui. Fiquei meio desconfiado, afinal, falaram a mesma coisa de Ordem da Fênix e eu nem o achei tão sombrio assim. Mas realmente nesse novo filme, o diretor David Yates acertou a mão. Desde o começo, a fotografia do filme é escura, deixando claro o clima sombrio que dominou o mundo dos bruxos após a revelação de que Voldemort realmente voltou. E por falar na volta daquele que não deve ser mencionado, a notícia de que o jovem Potter é O Eleito começa a se espalhar. Por causa desse clima mais sombrio, esse talvez seja o filme com menos ação da série, além de ter um final que deixa um gancho para os dois últimos filmes.

Apesar de Harry Potter e o Enigma do Príncipe ser um filme bem melhor do que o anterior, ele ainda mantém alguns defeitos de Ordem da Fênix. O filme foi claramente feito para aqueles que já leram todos os livros de trás pra frente, algumas coisas acontecem rápido demais e outras simplesmente ficam sem explicação (como a mão negra do Dumbledore). O tal Príncipe Mestiço, que dá título ao original em inglês (The Half-Blood Prince), é revelado apenas no finalzinho do filme e sem muitas explicações sobre o porquê desse nome. A morte de um personagem importante é mais dramática do que a morte de Sirius Black no outro filme, mas ainda não supera a morte do Cedrico em O Cálice de Fogo.

As cenas de alívio cômico obviamente ficam por conta de Rony Weasley, que finalmente conseguiu entrar para o time de quadribol. Aliás, enquanto nos filmes anteriores Harry Potter era o astro da cena do quadribol, nesse quem brilha é Rony e suas defesas mirabolantes. E finalmente são revelados certos sentimentos dos personagens, como a paixão de Hermione por Rony, ou de Harry por Gina Weasley. Outro personagem que merece destaque é Draco Malfoy. Nos filmes anteriores, ele sempre ficava com o papel de garoto mimado e invejoso, mas nesse nós vemos toda a pressão que ele sofre por ser filho de um comensal da morte, tendo ele mesmo que se tornar um comensal após a prisão do pai. E um comensal com uma missão muito importante.

Nesse novo filme também é apresentado um novo e importante personagem: Horácio Slughorn. O novo professor de poções de Hogwarts guarda um segredo do passado de Voldemort, que pode ser muito importante na batalha final contra o maligno bruxo.

Não posso falar pelos fãs, mas eu, que conheço a história apenas pelos filmes, até que gostei bastante de Enigma do Príncipe. Apesar dos defeitos que eu citei acima, o filme até que se desenrola muito bem. Ele pode não ser o melhor da série (o que eu mais gosto é O Cálice de Fogo), mas Harry Potter e o Enigma do Príncipe ainda é uma boa diversão para os fãs de fantasia.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Transformers: A Vingança dos Derrotados


A cada novo trailer de Transformers: A Vingança dos Derrotados, eu achava que ele seria um dos melhores filmes do ano. Mas, infelizmente, não passou de uma grande decepção. Se este fosse o primeiro filme da série, talvez fosse um filmaço, mas o problema é que ele é uma continuação e as pessoas sempre esperam mais das continuações. E é aí que esse segundo filme dos robôs gigantes peca feio, não há nenhuma novidade em relação ao primeiro, muito pelo contrário, algumas coisas ficaram até piores.

Quando começaram as filmagens, muito se falou sobre os novos robôs, que seriam muitos e tal. Realmente existem muitos novos Transformers, mas são todos mal aproveitados. Logo no começo, na perseguição em Xangai, apareceu um carro novo e eu demorei a entender se ele era um Decepticon ou um Autobot. Culpa dos cortes rápidos do diretor Michael Bay. E por falar no diretor, vai gostar de câmera lenta assim lá longe heim. Em algumas cenas é até um recurso legal de se usar, mas em quase todas já é demais.

Outro ponto decepcionante foi o desenvolvimento dos personagens. Os protagonistas deveriam ser os Transformers, mas os personagens humanos é que são mais trabalhados pelo roteiro. Poxa, eu gostaria de ver mais sobre a personalidade explosiva do Ironhide, a liderança de Optimus Prime, mas o que vemos em boa parte do filme é o Sam se adaptando na faculdade e os pais dele fazendo trapalhadas o tempo todo, tentando arrancar risos da platéia.

Mas todos esses defeitos poderiam ser relevados se ação do filme fosse boa. Infelizmente, até isso foi decepcionante, as cenas de ação do primeiro filme são muito melhores. Um dos Decepticons mais comentados era um que se formava a partir de vários outros robôs e quando ele apareceu no filme não fez quase nada, além de ser derrotado de uma maneira bem sem graça. A outra decepção ficou por conta do vilão Fallen. Fiquei ansioso pra ver como seria o combate entre ele e o Líder Optimus, mas a batalha não durou quase nada. A luta entre Optimus e Megatron no primeiro filme foi muito mais empolgante. Optimus Prime enfrentando sozinho vários Decepticons foi a melhor batalha desse segundo filme. E isso aconteceu antes da metade do longa.

Se você estiver procurando uma diversão sem muitos compromissos e não tiver mais nada pra fazer, talvez seja uma boa assistir a Transformers: A Vingança dos Derrotados (afinal, ainda temos a Megan Fox usando roupas bem curtas nele). Mas se você gostou do primeiro Transformers e tem muita expectativa nessa continuação, é melhor pensar duas vezes antes de ir ao cinema, para não se decepacionar.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Novo Jornada nas Estrelas é diversão tanto para os fãs quanto para quem nunca assistiu a série


Comecei o ano achando que Watchmen seria o melhor filme de 2009, mas depois de assistir o novo Jornada nas Estrelas sou obrigado a mudar de opinião. Quando a produção do novo filme foi anunciada, muitos fãs chiaram, afinal, ele mostraria o passado dos tripulantes da série clássica. Aí já viu né, mexer com cânone de Jornada nas Estrelas é como mexer em um vespeiro. Mas os roteiristas solucionaram isso com uma das técnicas mais utilizadas na ficção científica: viagem no tempo e realidades paralelas. Basta dizer que eu sou fã da série clássica e achei o filme sensacional.

O longa já abre com uma cena de ação de tirar o fôlego. Uma anomalia espacial surge em frente à nave USS Kelvin, trazendo uma nave de guerra romulana, liderada por Nero. Logo que a batalha começa, o capitão da Kelvin percebe que a nave romulana tem um design e tecnologia totalmente desconhecidos, fazendo com que a nave da federação sofra sérios danos. Nero chama o capitão para negociar uma rendição. E quem assume o comando da Kelvin nesse momento? Kirk. Mas não o James e sim George Kirk, pai do futuro capitão da Enterprise. Como Nero não tinha a mínima intenção de fazer prisioneiros, começa a atacar a nave novamente e começa a evacuação nas naves auxiliares. Entre os tripulantes está a mãe de James Kirk, grávida e prestes a dar à luz. O bebê acaba nascendo na nave auxiliar, enquanto George Kirk se sacrifica junto com a USS Kelvin para assegurar a fuga de todos os tripulantes. A partir daí, o filme vai mostrando alguns fatos marcantes da vida dos protagonistas, como Kirk adolescente dirigindo um carro em alta velocidade e sendo perseguido pela polícia; ou Spock sofrendo preconceito por ser meio vulcano e meio humano, além de demonstrar muita emoção quando falam mal de sua mãe.

E esse é apenas o comecinho do filme, que tem ação do começo ao fim. Aliás, para aqueles que nunca gostaram de Jornada nas Estrelas alegando falta de ação, depois desse filme terão que rever seus conceitos.

Mas vamos ao que interessa: por que o filme é o melhor do ano até aqui? Primeiro porque J.J. Abrams é um diretor do caralho e sabe escolher um elenco como poucos. Para o papel de James Tiberius Kirk, por exemplo, ele escolheu o desconhecido Chris Pine, que deu um show como o capitão da Enterprise. Em algumas cenas, assistir a atuação de Pine é como assistir um clone de Willian Shatner, já que até a linguagem corporal ele conseguiu imitar. Além de passar o filme inteiro atrás de garotas e levando porrada, pra ficar mais parecido com o original só faltou a camisa ficar rasgada nas lutas. Zachary Quinto, como eu já imaginava pelas fotos, está perfeito como Spock, quando ele diz "fascinante" ou chama Kirk de Jim chega a ser arrepiante o quanto ele está parecido com o Spock original, Leonard Nimoy. Mas quem mais me surpreendeu em cena foi Karl Urban, o novo intérprete do Dr. Leonard "Magro" McCoy. A interpretação dele é impressionante, em algumas cenas parece até que ele incorporou o próprio DeForest Kelly, o falecido ator que interpretou o doutor na série clássica. Os outros atores também estão competentes em seus papéis, mas os personagens estão um pouquinho diferentes dos clássicos, com destaque para o engraçadíssimo senhor Scott, interpretado por Simon Pegg.

Além das excelentes atuações, o que faz do novo Jornada um filmaço são as sequencias de ação, todas muito bem feitas e com efeitos especiais de primeira. E nenhuma cena está ali apenas para atrair público, o filme tem ação do começo ao fim sim, mas todas essas cenas têm razão de acontecer dentro do roteiro do filme. Ao contrário de Wolverine, que é apenas pancadaria sem motivo. Entre os efeitos especiais que eu mais gostei estão o do teletransporte e o da velocidade de dobra, que agora dá realmente uma sensação de velocidade.

Ao final do filme, bateu até uma certa tristeza por saber que aquilo não era o piloto de um novo seriado e que teremos que esperar mais uns dois ou três anos para ver uma continuação. Bem que a Paramount podia liberar uma verba para a produção de uma série baseada no filme. Sonhar não custa nada. E, finalmente, um spoilerzinho, porque ninguém é de ferro. Então se não quiser saber o final do filme, não prossiga lendo.

Quando o filme começou eu logo pensei "aposto que vão colocar a frase de abertura do seriado só no final do filme". Dito e feito. Porém, para a minha surpresa, a narração não foi do Capitão Kirk, mas sim do velho Spock, Leonard Nimoy. Foi emocionante escutar ele narrando um novo começo para as aventuras da Enterprise: O espaço. A fronteira final. Essas são as viagens da nave estelar Enterprise, proseguindo em sua missão de explorar novos mundos. Pesquisar novas vidas, novas civilizações. Audaciosamente indo onde nenhum homem jamais esteve.


Vida longa e próspera a Jornada nas Estrelas!



PS: O nome do novo filme da franquia é simplesmente Star Trek. E, assim como Guerra nas Estrelas atualmente deve ser chamado de Star Wars no mundo todo, Jornada nas Estrelas será conhecido pelas novas gerações como Star Trek. Mas como eu sempre gostei do nome Jornada nas Estrelas, durante todo o texto foi assim que eu me referi ao filme.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Tarantino's Mind

Tarantino's Mind é um curta metragem produzido pelo Selton Melo e estrelado por ele e pelo Seu Jorge. Na história eles são dois caras paranóicos conversando em um bar e, de repente, o Selton Melo revela que desvendou o "código Tarantino". O Selton Melo é demais e o Tarantino também, pelo menos eu acho. Em certo momento do vídeo o Selton diz que Tarantino é um gênio porque criou um épico e dividiu em vários filmes, aí ele mostra toda a sua nerdisse demonstrando explicando como todos os filmes estão interligados. Obviamente, em vez de eu ficar explicando, é melhor assistir ao vídeo logo abaixo. Mas se você nunca assistiu nenhum filme de Quentin Tarantino, não vai entender nenhuma das referências desse curta. Divirta-se:


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